Angola e Portugal reforçaram, quarta-feira(15), em Luanda, os mecanismos para relançar a cooperação militar nos domínios da formação, Saúde e demais sectores necessários para fortalecer o "extraordinário relacionamento bilateral” entre as Forças Armadas dos dois países, na sequência das orientações políticas de ambos Governos.
Delegações militares dos dois países, comandadas pelos chefes dos Estados Maiores Generais, general Egídio de Sousa Santos (Angola), e almirante António Ribeiro (Portugal), avaliaram os resultados da cooperação alcançados até ao momento e estabeleceram objectivos "mais ambiciosos" para o futuro.
No quadro bilateral, os ministros angolano e português da Defesa rubricaram, ontem, em Lisboa, o Programa-Quadro da cooperação no domínio da Defesa entre os dois Estados.
"Cabe-nos agora materializar estes acordos no terreno, com acções concretas, bem como aprofundar e identificar um conjunto de linhas de acção que permitam concretizar os objectivos", declarou à imprensa o almirante António Ribeiro, no final das conversações oficiais entre as delegações militares dos dois países, que decorreram nas instalações do Ministério da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria.
António Ribeiro considerou "extraordinária" a cooperação militar bilateral, realçando que ao nível da formação abrange os aspectos operacionais de planeamento, programação e ciberdefesa, além do sector da Saúde, com as áreas de vigilância, fiscalização e salvamento marítimo.
Pirataria no Golfo da Guiné
O mesmo responsável disse que, no quadro da luta contra o terrorismo e pirataria no Golfo da Guiné, Portugal tem estacionado um navio patrulha em São Tomé e Príncipe que, em colaboração com a guarda costeira do arquipélago, combatem os "perversos fenómenos" na região.
Quanto à vigilância e fiscalização das águas internacionais e combate ao terrorismo e pirataria, referiu que Portugal também tem, pontualmente, enviado navios de guerra e científicos aos países amigos, bem como realiza, anualmente, missões com aviões da Força Aérea, no Golfo da Guiné.
O almirante solicitou, por isso, maior colaboração entre os países da região para prevenir e combater a pirataria e o terrorismo que ameaçam a integridade e segurança dos Estados banhados pelo Atlântico.
O chefe de Estado Maior General das FAA disse ter recebido garantias do homólogo português para desenvolver a indústria militar angolana. "Portugal é um pais secular e com quadros capazes e dispostos a ajudar Angola neste domínio", afirmou, acrescentando que o país conta, além de Portugal, com o apoio de Espanha, na instalação dos estaleiros navais para reparação de navios da Marinha de Guerra.
Angolana, salientando que o projecto "está em andamento". Egídio de Sousa Santos falou, também, da participação do EMG de Portugal na formação das Forças Especiais do país.

Post a Comment