Segundo autoridades moçambicanas, cerca de 800 cidadãos foram atingidos pela violência, que provocou deslocações forçadas, destruição de habitações e situações de elevada vulnerabilidade social. Pelo menos sete moçambicanos perderam a vida no contexto dos incidentes, enquanto centenas procuraram abrigo em locais considerados seguros ou regressaram ao país por meios próprios.
De acordo com o Gabinete de Informação de Moçambique, aproximadamente 300 cidadãos já regressaram ao território nacional, enquanto mais de 500 permanecem ainda na África do Sul, alojados em centros temporários de acomodação e sob acompanhamento das autoridades locais.
Os ataques, que terão começado na última sexta-feira, estão associados a episódios de tensão entre comunidades locais e estrangeiros em situação de vulnerabilidade, num contexto de protestos contra migrantes em algumas zonas urbanas do país vizinho.
A situação em Mossel Bay levou à destruição de habitações informais e à necessidade de instalação de estruturas de acolhimento temporário para os afectados, com apoio de autoridades municipais e organizações locais de assistência humanitária.
As autoridades moçambicanas têm acompanhado o caso em coordenação com as representações diplomáticas, garantindo assistência aos cidadãos afectados e promovendo o seu repatriamento gradual.

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